As exportações portuguesas de bens caíram 14,1% em janeiro, enquanto as importações recuaram 2,5%, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Com esta evolução, o défice da balança comercial de bens agravou-se em 778 milhões de euros, atingindo 2.510 milhões de euros no primeiro mês do ano.
O INE destaca o “forte decréscimo” dos fornecimentos industriais (-27,5%), explicado sobretudo pelo facto de no período homólogo de 2025 ter havido uma quantidade significativa de produtos químicos exportados para a Alemanhano âmbito de transações de trabalho por encomenda, sem transferência de propriedade.
Também as exportações de combustíveis e lubrificantes recuaram 33,5%, refletindo uma redução quer do volume transacionado (-25,5%), quer dos preços (-10,7%). O instituto refere que esta quebra pode estar relacionada com paragens em unidades da refinaria nacional nos últimos meses de 2025.
Mesmo excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações diminuíram 12,9%, após um crescimento de 0,9% em dezembro.
Entre os principais mercados, destacam-se as quedas das vendas para Alemanha (-44,3%) e Espanha (-7,4%), associadas sobretudo aos combustíveis e fornecimentos industriais.
Do lado das importações, sobressai a descida dos fornecimentos industriais (-11,6%), principalmente produtos químicos provenientes da Irlanda. Em termos de países fornecedores, o INE destaca uma forte redução das importações da Irlanda (-85,9%) e um aumento das provenientes dos Países Baixos (+38,9%).
Nos destinos das exportações portuguesas, Angola passou a integrar o “top 10” em 2025, substituindo Marrocos. Nas importações, a China ultrapassou Itália e passou a ocupar a quinta posição entre os principais fornecedores de Portugal.



