Mais de trinta pessoas uniram-se ontem, junto ao chafariz da Avenida Central, em Braga, numa concentração vibrante pela paz e contra a escalada militar, convocada pela plataforma “Braga contra a guerra“.
A paz defendida pelos ativistas não é “abstrata nem neutral”, mas sim uma paz assente no fim imediato de todas as agressões militares, no reconhecimento da soberania dos povos para decidirem o seu próprio destino – incluindo os meios de autodefesa – e no desmantelamento das lógicas imperialistas que transformam as relações internacionais num sistema de dominação, exploração e guerra permanente.

A guerra, mesmo distante, está a ter um impacto direto e severo na vida dos cidadãos em Portugal, alerta a plataforma. Os conflitos internacionais estão a alimentar uma crise energética “sem precedentes”, resultando num aumento generalizado dos preços: energia, habitação e a fatura do supermercado disparam.
A subida dos preços dos combustíveis e da eletricidade reflete-se em todos os bens essenciais, enquanto a quebra na produção e exportação de alimentos agrava a situação, fazendo com que os salários “rendam cada vez menos”.
Paralelamente a este aumento do custo de vida, a plataforma critica o aumento das despesas militares por parte do Estado português, o que representa “menos investimento” em áreas cruciais como a saúde, a educação e os apoios sociais.
O Irão, tal como qualquer nação, tem o direito à sua integridade territorial e ao seu desenvolvimento independente. A plataforma considera “inaceitável” exigir que um povo abdique da sua capacidade de autodefesa enquanto é alvo de ataques sistemáticos.
A concentração terminou com um apelo incisivo: PAREMOS A GUERRA! A plataforma “Braga contra a guerra” reforça assim a sua voz na luta pela justiça, igualdade e pelo fim da instabilidade económica e degradação das condições de vida que resultam dos conflitos globais.




