Uma mulher ficou em estado grave após ser atropelada numa passadeira, ao início da noite desta quinta-feira, em Braga, junto à estação ferroviária. O cão que a acompanhava acabou por morrer.
Incidências do caso
O atropelamento ocorreu na Rua Irmãos Roby, na freguesia de Maximinos, numa zona próxima da estação de comboios de Braga.
A vítima foi assistida no local por equipas do INEM, incluindo meios de medicina, enfermagem e técnicos de emergência pré-hospitalar, sendo posteriormente transportada com carácter urgente para a sala de emergência do Hospital de Braga.
O condutor da carrinha imobilizou-se de imediato após o acidente, enquanto vários transeuntes prestaram auxílio inicial à vítima e ao animal.
O cão da mulher não resistiu aos ferimentos provocados pelo atropelamento.
No local estiveram também elementos da PSP, nomeadamente da Esquadra de Trânsito do Comando Distrital de Braga, que registaram a ocorrência e realizaram o teste de alcoolemia ao condutor.

Mário Meireles tem vindo alerta para os “incríveis” números de atropelamentos na cidade
As circunstâncias exatas do atropelamento ainda estão a ser apuradas pelas autoridades, tratando-se de um acidente ocorrido numa passadeira, o que poderá ser relevante para a investigação.
Segundo o vereador do movimento independente “Amar Servir Braga“, Mário Meireles, em Braga “temos um grave problema de sinistralidade”.
“Todos os anos vamos acumulando sinistros, de entre os quais atropelamentos. Em média, ano após ano, temos um atropelamento a cada três dias em Braga. Mais grave é os dados nos demonstrarem que 85% dos atropelamentos acontecem dentro dos limites da cidade e a maior parte destes (68%) são em passadeiras”, afirmou num artigo na página pessoal no passado domingo.
“Quando se fala em atropelamentos nas passadeiras muitas teorias se levantam, sendo que todas elas caem por terra com a realidade e com os dados oficiais. Muitos destes atropelamentos acontecem ou porque a velocidade praticada não está adequada ao tipo de via onde eles se dão, ou porque há velocidade acima dos limites legais previstos para aquelas avenidas”, destaca ainda Mário Meireles.
Meireles defende que “o Município tem o dever de cuidado e deve garantir que a infraestrutura viária está adequada para todos, sobretudo para os peões”.
“Quando se adequa a infraestrutura para os peões, sobretudo para as pessoas com mobilidade reduzia, adequa-se para todos os utilizadores da via. A forma como um território trata os seus peões diz muito sobre a estratégia que esse território tem para a mobilidade. Ou a falta dela. Mas então como é que conseguimos reduzir a sinistralidade? Como conseguimos ter zero atropelamentos?”, questiona.
Exemplo de Zurich
Em Zurich, por exemplo, há 70 radares, incluindo os que monitorizam as zonas de 20 km/h. Não é por acaso que a Suiça é conhecida por se cumprirem os limites de velocidade.
“Quem cumpre, não teme a existência de radares. Só quem não cumpre com os limites é que se insurge contra os mesmos. Na Europa o excesso de velocidade é levado a sério. Em Portugal também, mas tem de se ser consequente”, refere Mário Meireles.
“Precisamos, de facto, de humanizar as nossas Avenidas. Com a queda do BRT, como vai o Município começar a humanizar as nossas Avenidas? A mobilidade induz-se, e é preciso centrar a mesma na vida das pessoas.”, destaca.




