A região Norte vai receber um investimento de cerca de 150 milhões de euros para a renovação de condutas de água e saneamento com várias décadas, num plano que pretende travar perdas, melhorar a eficiência e reforçar a qualidade do abastecimento até 2030.
O programa, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e coordenado pela CCDR-N, abrange centenas de quilómetros de infraestruturas envelhecidas. Em causa estão redes com mais de 40 anos, responsáveis por níveis elevados de perdas de água e falhas no sistema.
Vila Verde, Guimarães e Esposende lideram investimentos
Entre os projetos já identificados, destacam-se intervenções relevantes em vários concelhos do Minho. Vila Verde surge como um dos municípios com maior volume de investimento, com obras focadas na modernização das redes de abastecimento e redução de perdas.
Também Guimarães integra a lista de prioridades, com projetos direcionados para a melhoria da eficiência hídrica e reforço da capacidade de distribuição. No caso de Esposende, as intervenções incluem reabilitação de condutas antigas e adaptação a novas exigências ambientais.
Estas obras fazem parte de um conjunto mais amplo de candidaturas aprovadas, que visam garantir maior sustentabilidade dos sistemas e reduzir desperdícios numa região onde as perdas de água continuam acima do desejável.
Infraestruturas envelhecidas e perdas elevadas preocupam setor
Segundo dados do setor, Portugal continua a registar perdas significativas nas redes, com milhares de quilómetros de condutas antigas ainda em funcionamento. A região Norte não é exceção, com vários sistemas a necessitarem de intervenção urgente.
O plano agora em curso pretende inverter esse cenário, apostando na substituição de tubagens degradadas, na digitalização da gestão da água e na melhoria do controlo das redes.
Além das obras nas condutas, estão também previstas intervenções em estações de tratamento de águas residuais, que servem centenas de milhares de habitantes, reforçando a qualidade ambiental e a capacidade de resposta dos sistemas.
Meta é reduzir perdas e garantir sustentabilidade até 2030
O objetivo passa por reduzir drasticamente as perdas de água, aumentar a eficiência energética e garantir um serviço mais fiável às populações. A estratégia integra-se num esforço mais amplo de adaptação às alterações climáticas e de gestão sustentável dos recursos hídricos.
Com este investimento, o Norte pretende recuperar décadas de atraso na modernização das redes e preparar o território para desafios futuros, num contexto de crescente pressão sobre os recursos naturais.



