A Polónia acaba de dar um sinal claro ao mercado global: quer liderar a nova economia da energia.
O projeto Apex 2, da empresa Ascend Elements, foi distinguido como “Investimento Industrial do Ano” pela Agência Polaca de Investimento e Comércio (PAIH), numa decisão que sublinha o peso estratégico desta aposta.
Em causa está a construção do primeiro centro totalmente integrado da União Europeia para refinação de materiais de baterias, uma infraestrutura que promete transformar resíduos em valor — e reduzir a dependência europeia de matérias-primas críticas.
O projeto prevê a reciclagem de baterias de iões de lítio usadas, convertendo-as em novos materiais catódicos de baixo carbono, incluindo lítio e pCAM (material precursor essencial para baterias). Tudo isto com base na tecnologia proprietária Hydro-to-Cathode®, que permite encurtar o ciclo produtivo e aumentar a eficiência.
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Para acelerar a obra, o Governo polaco já avançou com um apoio financeiro de 320 milhões de dólares (cerca de 1,22 mil milhões de euros) — uma das maiores ajudas públicas atribuídas no país para um projeto industrial desta dimensão.
“Não é apenas uma fábrica. É uma prova de que a Europa pode liderar a economia circular das baterias”, afirmou Linh Austin, CEO da Ascend Elements, durante a gala onde foi entregue o prémio.
A nova unidade deverá posicionar a Polónia como hub europeu de energia limpa, numa altura em que a corrida global por cadeias de valor mais sustentáveis e seguras se intensifica.
O objetivo é claro: produzir dentro da Europa aquilo que hoje depende fortemente de importações, sobretudo de mercados considerados de risco.
O impacto económico também é relevante. O projeto deverá criar emprego altamente qualificado e reforçar o papel da Polónia na cadeia de produção de baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
Segundo o Governo polaco, trata-se de uma aposta alinhada com os objetivos europeus de neutralidade carbónica e com o regulamento dos materiais críticos, considerado essencial para garantir a transição energética.
A Ascend Elements já opera nos Estados Unidos e planeia triplicar a sua capacidade global até 2027, ultrapassando as 15 mil toneladas anuais de produção. A entrada na Europa surge como um passo decisivo para responder à crescente procura.
O recado é direto: a guerra pelos recursos da transição energética já começou — e a Polónia quer estar na linha da frente.
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Palavras-chave: Polónia, baterias, investimento, Ascend Elements, energia limpa, lítio, UE
Description: Polónia distingue projeto Apex 2 como investimento industrial do ano. Nova fábrica de baterias quer reduzir dependência europeia de matérias-primas críticas.



