A Câmara de Braga está a preparar o projeto de reabilitação do Estádio 1.º de Maio, mas sem garantias de quando as obras poderão arrancar.
A prioridade, segundo o presidente João Rodrigues, é ter tudo pronto para aproveitar futuras oportunidades de financiamento.
A estratégia é clara: antecipar o trabalho técnico e burocrático para que o município não perca tempo quando surgirem apoios nacionais ou comunitários. “Queremos ter o projeto pronto para submeter assim que houver candidaturas”, explicou o autarca, no final da reunião do executivo.
O Estádio 1.º de Maio, classificado como imóvel de interesse público, obriga a cuidados acrescidos no processo de reabilitação. Isso implica estudos, pareceres e um projeto detalhado que respeite as exigências legais e patrimoniais.
Apesar da intenção, João Rodrigues evita compromissos com datas. “Não estou a dizer que as obras começam amanhã”, frisou, deixando claro que tudo está dependente da abertura de linhas de financiamento ou de decisões do Estado central.
Um dos cenários em cima da mesa envolve o Estádio Municipal de Braga. Caso a Câmara alcance um entendimento com o SC Braga relativamente à gestão ou eventual negócio associado ao equipamento, o dinheiro resultante poderá ser canalizado diretamente para a requalificação do 1.º de Maio.
A autarquia admite que a intervenção é inevitável. O estádio, com forte valor histórico na cidade, tem vindo a degradar-se e é visto como um equipamento que precisa de uma solução “mais tarde ou mais cedo”.
Para já, o processo está na fase preparatória, com os serviços municipais a trabalhar no projeto e a acompanhar possíveis oportunidades de financiamento. Sem dinheiro garantido, a reabilitação continua no papel.



