A Arquidiocese de Braga afastou definitivamente do sacerdócio o padre Albino Meireles, condenado por abuso sexual de menores num caso ocorrido numa praia da Póvoa de Varzim, onde terá exibido e manipulado o órgão sexual diante de três crianças.
A decisão canónica foi confirmada esta terça-feira pela própria arquidiocese, que anunciou a aplicação da pena de demissão do estado clerical, a sanção mais grave prevista pela Igreja Católica.
Aliás, a página oficial da Arquidiocese de Braga já apagou todos os vestígios relacionado com o cura.

Segundo a Arquidiocese de Braga, o decreto foi assinado a 21 de abril de 2026, após conclusão do processo penal canónico instaurado ao sacerdote por “delitos contra o sexto mandamento” praticados sobre menores e pessoas vulneráveis.
Albino Meireles, antigo responsável por três paróquias em Guimarães, tinha já sido condenado pela justiça civil a dois anos e dez meses de prisão, com pena suspensa, pelos abusos cometidos no verão de 2015.
De acordo com o processo, os factos ocorreram numa praia da Póvoa de Varzim, perante três irmãos menores, então com 10, quatro e cerca de dois anos de idade.
O caso causou forte impacto pela gravidade dos crimes e pelo facto de terem acontecido num espaço público frequentado por famílias e crianças.
No comunicado divulgado, a Arquidiocese de Braga reconhece “a gravidade dos atos em causa” e “a profunda dor provocada às vítimas, às famílias e às comunidades cristãs”.
A instituição religiosa afirma ainda manter o compromisso de reforçar mecanismos de prevenção e proteção de menores, apelando a eventuais vítimas de abusos sexuais em contexto religioso para denunciarem situações junto da Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.
“A Igreja em Braga permanece empenhada em assegurar ambientes seguros, especialmente para menores e pessoas vulneráveis”, refere a nota oficial.
A arquidiocese acrescenta que não fará mais comentários sobre o caso “por respeito pelas vítimas e pela gravidade da matéria”.



