Obra estruturante prevê 58,7 quilómetros de novas condutas e mais de mil ramais domésticos; Presidente da Câmara, Júlia Fernandes, visitou os trabalhos no terreno
O Município de Vila Verde tem em marcha uma das maiores e mais importantes intervenções de engenharia sanitária e ambiental do concelho. Trata-se da empreitada de expansão da Rede de Abastecimento de Água na Bacia do Vale do Homem, um investimento global que ascende a 5.962.787,28 euros e que visa garantir o acesso universal a água potável de qualidade em várias freguesias.
A empreitada conta com um forte cofinanciamento comunitário de 2.048.871,52 euros, assegurado através dos fundos europeus do programa operacional Norte 2030 (FEDER). A intervenção está alinhada com as diretrizes do PENSAARP 2030 (Plano Estratégico para o Abastecimento de Água e Gestão de Águas Residuais e Pluviais), promovendo a coesão territorial e o combate às assimetrias locais.
Os números e o impacto da empreitada no Vale do Homem
O projeto foi desenhado para alargar de forma expressiva a taxa de cobertura de água de rede pública na região do Vale do Homem através da instalação de cerca de 58,7 quilómetros de novas condutas de transporte e distribuição. Esta grande extensão de tubagem permitirá a execução de 1.053 novos ramais domiciliários de ligação, beneficiando diretamente aproximadamente 2.839 residentes que passam a dispor de água controlada, testada e segura nas suas habitações.
Júlia Fernandes fiscaliza evolução dos trabalhos
Para aferir o ritmo de execução e o cumprimento das diferentes fases da obra, a Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, realizou uma visita técnica de acompanhamento aos locais onde as equipas se encontram a abrir as valas e a assentar as infraestruturas.
“O acesso à água potável constitui uma condição essencial para o bem-estar das populações, para a valorização das freguesias e para o desenvolvimento sustentável do concelho”, sublinhou a autarca durante a vistoria.
Com a consolidação desta rede pública, a autarquia vilaverdense pretende mitigar a dependência de captações particulares, como furos e poços, que são frequentemente vulneráveis a secas sazonais ou contaminações. Paralelamente, o projeto introduz sistemas modernos de monitorização de perdas, garantindo uma gestão muito mais eficiente e responsável dos recursos hídricos da bacia hidrográfica.



