Cerimónia em Lisboa foi presidida pelo Secretário de Estado Álvaro Castello-Branco; Vice-almirante Nuno Chaves Ferreira cessa funções após 44 anos de serviço
O Contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia assumiu oficialmente as funções de Diretor-Geral da Autoridade Marítima e de Comandante-Geral da Polícia Marítima. O oficial general rende no cargo o Vice-almirante Nuno Chaves Ferreira, que cessa funções executivas na estrutura da Defesa.
A cerimónia de tomada de posse decorreu na Casa da Balança, nas Instalações Centrais da Marinha, em Lisboa, a 1 de julho de 2026. O ato foi presidido pelo Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Álvaro Castello-Branco, e contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Jorge Nobre de Sousa.

Homenagem a Nuno Chaves Ferreira e o combate ao narcotráfico
Durante o protocolo, o Secretário de Estado procedeu à condecoração do Vice-almirante Nuno Chaves Ferreira com a Medalha Militar da Cruz Naval de 1.ª Classe, enaltecendo um percurso de “44 anos de entrega e dedicação ao serviço da Marinha e do país”.
Ao dirigir-se ao novo líder da frota e do braço policial, Álvaro Castello-Branco sublinhou as prioridades operacionais da tutela, relembrando que “a Autoridade Marítima Nacional (AMN), através da Polícia Marítima, está na primeira linha do combate ao narcotráfico marítimo”, uma área com crescente exigência nas águas sob jurisdição portuguesa.
“Orgulhoso pelas mulheres e homens” que servem o mar
No seu primeiro discurso à frente das instituições, o Contra-almirante Pessoa Arroteia demonstrou pragmatismo e foco na dimensão humana da sua orgânica:
“Tenho perfeita noção do desafio que tenho de enfrentar e a sua complexidade. Apenas é possível superar este desafio diário graças às mulheres e homens que servem na Direção-Geral da Autoridade Marítima e na Polícia Marítima. Não posso estar mais orgulhoso e honrado por assumir, a partir de hoje, a tutela de todos estes profissionais.”
O comandante realçou que a eficiência do seu mandato dependerá da coesão de equipas multidisciplinares que englobam polícias marítimos, faroleiros, pessoal do troço do mar, civis, operacionais e tripulantes das embarcações salva-vidas.
A encerrar a sessão, o Almirante Jorge Nobre de Sousa reiterou o papel da Marinha e da AMN como “parceiros indispensáveis do Estado na promoção da segurança marítima e na proteção dos superiores interesses nacionais”.




