Suspeito de 37 anos pertencia a uma rede criminosa de faturas falsas; Tribunal da Relação de Guimarães decretou prisão preventiva e aguarda extradição
A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade de Informação Criminal, localizou e deteve na cidade de Braga um cidadão estrangeiro, de 37 anos, que se encontrava foragido à justiça internacional. Sobre o suspeito pendia um Mandado de Detenção Europeu (MDE) emitido pelas autoridades judiciárias do Reino da Bélgica.
O detido foi condenado em território belga a uma pena de prisão efetiva de três anos e quatro meses pelos crimes de associação criminosa e branqueamento de capitais.
Esquema de faturas falsas movimentou milhões
De acordo com a investigação das autoridades belgas, o homem operou, entre os anos de 2019 e 2023, como membro ativo de uma complexa organização criminosa de cariz transnacional.
O modus operandi da rede assentava na criação e emissão sistemática de faturas falsas em nome de um circuito de empresas fictícias. O objetivo passava por forjar transações comerciais inexistentes para justificar fluxos financeiros massivos e, consequentemente, dissimular a origem ilícita de 5,5 milhões de euros.
Prisão preventiva à espera de extradição
Após a detenção em Braga, o suspeito foi conduzido sob forte custódia policial ao Tribunal da Relação de Guimarães para o respetivo interrogatório judicial e validação do mandado internacional.
O juiz de instrução criminal determinou a aplicação da medida de coação mais grave, a prisão preventiva, fixando que o arguido aguardará nas instalações prisionais os ulteriores termos do processo de extradição para a Bélgica, onde deverá cumprir a pena de prisão a que foi condenado.
A operação inseriu-se no âmbito dos acordos de cooperação policial e judiciária internacional entre os Estados-Membros da União Europeia para o combate à criminalidade económica e financeira altamente organizada.



