Obra “Países Estrangeiros – Memórias e Viagens”, editada pela Guerra & Paz, foi premiada por unanimidade em cerimónia no Theatro Circo
O escritor, poeta e antigo diplomata Luís Filipe Castro Mendes foi distinguido com o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga (2026), promovido pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) com o patrocínio do Município de Braga. A sessão solene de entrega do galardão decorreu no Salão Nobre do Theatro Circo, premiando o livro Países Estrangeiros – Memórias e Viagens, publicado pela editora Guerra & Paz.
A obra vencedora articula memórias de infância e velhice, viagens, literatura e episódios marcantes da história recente, como a Revolução e os anos de carreira diplomática do autor. O júri da 9.ª edição do prémio deliberou, por unanimidade, atribuir o galardão a esta obra pelo seu valor estético, expressividade literária e capacidade de aliar a narrativa de viagem a reflexões históricas, éticas e políticas.
A empatia do olhar e o diálogo entre culturas
Durante o discurso de agradecimento, Luís Filipe Castro Mendes expressou a honra em receber um galardão com o nome de Maria Ondina Braga, elogiando a forma como a escritora bracarense soube observar o mundo com empatia. O autor traçou um paralelismo entre o percurso da patrona do prémio e a sua própria experiência no ecossistema diplomático e literário, sublinhando que a arte e a poesia constituem a verdadeira resposta humana em tempos marcados pela intolerância e pela guerra.
Por seu turno, o presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, enalteceu a maturidade do livro premiado e reforçou a relevância da parceria contínua com a autarquia bracarense no incentivo à criação literária nacional.
Braga como cidade de partidas e acolhimento
O presidente do Município de Braga, João Rodrigues, salientou o simbolismo da atribuição do galardão a uma figura com a trajetória de Luís Castro Mendes. O autarca sublinhou que a herança do pensamento de Maria Ondina Braga permanece viva numa cidade que reflete, simultaneamente, a memória da emigração e a capacidade contemporânea de acolher novas comunidades.
Antigo Ministro da Cultura (entre 2016 e 2018) e diplomata de carreira com representação em cidades como o Rio de Janeiro, Budapeste, Nova Deli, Paris e Estrasburgo, Luís Filipe Castro Mendes soma assim mais um importante reconhecimento à sua vasta obra literária, iniciada em 1983 com o livro Recados.











