Filipe Moreira, José Gomes e José Caseiro voltam a liderar as candidaturas apresentadas pelo PSD, Mudança e Unir Belinho. Eleições intercalares deverão desbloquear crise iniciada após as autárquicas de 2025.
A freguesia de Belinho, no concelho de Esposende, vai regressar às urnas no próximo dia 13 de setembro de 2026, numa eleição intercalar que terá três listas concorrentes. As candidaturas voltam a ser lideradas pelos mesmos três nomes que disputaram as eleições autárquicas de outubro de 2025.
O PSD apresenta Filipe Moreira, a Mudança recandidata José Gomes e o movimento Unir Belinho volta a avançar com José Caseiro. Os três candidatos procuram agora assegurar a liderança da Junta de Freguesia e reunir condições para garantir o funcionamento regular dos órgãos autárquicos.
A marcação das eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia de Belinho foi determinada por despacho governamental de 22 de junho. A data de 13 de setembro consta igualmente do calendário oficial da Comissão Nacional de Eleições.
Resultado de 2025 deixou Assembleia dividida
Nas eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025, o PSD, encabeçado por Filipe Moreira, foi a candidatura mais votada em Belinho. Os sociais-democratas obtiveram 589 votos e elegeram quatro representantes para a Assembleia de Freguesia.
Esposende: Mudança por Belinho contesta versão sobre eleições intercalares na freguesia
A candidatura da Mudança, liderada por José Gomes, ficou na segunda posição, com 515 votos e quatro mandatos. O Unir Belinho, com José Caseiro como cabeça de lista, alcançou 129 votos e um eleito.
A distribuição dos nove lugares — quatro para o PSD, quatro para a Mudança e um para o Unir Belinho — atribuiu ao representante da terceira candidatura um papel determinante na formação das maiorias necessárias ao funcionamento dos órgãos da freguesia.
Esposende: Belinho vai voltar à urnas depois de renúncia de Filipe Moreira
Depois das eleições, sucederam-se várias tentativas para instalar e colocar em funcionamento o executivo e a Assembleia de Freguesia. As divergências entre as candidaturas, sobretudo em torno da composição proposta para a Junta, impediram inicialmente um entendimento.
Os órgãos chegaram a ser instalados após um eleito ligado ao Unir Belinho ter viabilizado a solução apresentada pelo PSD. Esse representante acabaria, contudo, por renunciar posteriormente ao mandato, deixando a Assembleia sem quórum.
Em janeiro, Filipe Moreira e os restantes eleitos sociais-democratas também apresentaram a renúncia, abrindo caminho à realização das intercalares.
Eleitores voltam a decidir entre os mesmos projetos
O ato eleitoral de setembro terá, assim, uma configuração semelhante à de outubro de 2025. PSD, Mudança e Unir Belinho mantêm as respetivas lideranças e regressam ao contacto com os eleitores, num contexto marcado pela necessidade de ultrapassar o impasse institucional.
A campanha deverá permitir às três candidaturas explicar que soluções propõem para garantir a estabilidade dos órgãos autárquicos e evitar a repetição do bloqueio registado após as últimas eleições.
No dia 13 de setembro, caberá novamente aos eleitores de Belinho decidir a composição da Assembleia de Freguesia e qual dos três candidatos deverá assumir a presidência da Junta durante o período restante do mandato autárquico.










