Exaustão no Serviço de Urgência, pagamento do subsídio de penosidade e homologação das avaliações de 2023 a 2025 estiveram no centro da reunião com a administração.
O Sindicato dos Enfermeiros (SE), representado pelo presidente da Direção, Luís Silva, e pela vogal Carla Barros, reuniu com o Conselho de Administração da ULS São João para denunciar a grave carência de profissionais e exigir a resolução de matérias laborais pendentes. A comissão sindical sublinhou que a falta de recursos humanos está a provocar um forte desgaste físico e mental, com especial incidência no Serviço de Urgência, onde a sobrecarga de turnos compromete a organização do trabalho.
Perante a degradação das condições de trabalho, a estrutura representativa voltou a reivindicar a atribuição do subsídio de penosidade e risco para a carreira. Em simultâneo, o SE exigiu a homologação urgente das avaliações do desempenho referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025, cuja ausência impede a atribuição de pontos, o acesso ao acelerador de progressão e a subida de dois a três escalões salariais — situação que penaliza de forma vincada os enfermeiros mais antigos perto da reforma. O enfermeiro-diretor da unidade de saúde garantiu que o processo de homologação estará concluído a breve trecho.
Por fim, o sindicato abordou a gestão do absentismo decorrente de licenças de parentalidade e de horários de amamentação legalmente protegidos. O SE enfatizou que a garantia destes direitos parentais não pode sobrecarregar as equipas restantes, cabendo à administração da ULS São João colmatar as ausências através da contratação de novos enfermeiros.















