A espécie invasora com capacidade de transmitir vírus como dengue e zika foi identificada pela rede REVIVE, não havendo registo de mosquitos infetados.
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga e a respetiva Unidade de Saúde Pública emitiram esta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, um alerta populacional após a deteção do mosquito-tigre (Aedes albopictus) nos concelhos de Braga e Amares.
A identificação do vetor decorreu no âmbito dos trabalhos de monitorização da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE). Trata-se de uma espécie invasora com potencial para transmitir doenças como a dengue, zika e chikungunya. A ULS de Braga esclarece, contudo, que não foram encontrados espécimes infetados nem existem casos de transmissão local registados na região.
Em articulação direta com os Municípios de Braga e Amares, as equipas de saúde pública intensificaram a recolha de amostras e a monitorização de armadilhas nos locais de avistamento e áreas limítrofes.
Recomendações e Plataformas de Participação Cidadã
As autoridades de saúde alertam que a contenção da espécie depende da eliminação de pequenos focos de água parada:
- Eliminação de Água Parada: Vazar pratos de vasos de flores, baldes, pneus velhos e recipientes em quintais e varandas.
- Manutenção: Limpar caleiras entupidas e renovar frequentemente a água dos bebedouros de animais domésticos.
- Proteção Individual: Utilizar repelente de insetos, vestuário de manga comprida e calças e instalar redes mosquiteiras em janelas.
- Inseticidas: A ULS desaconselha vivamente a aplicação autónoma de inseticidas químicos sem orientação técnica.
Os munícipes de Braga e Amares podem reportar avistamentos suspeitos através das plataformas digitais MosquitoWeb e Mosquito Alert, colaborando na delimitação do mapa de proliferação do vetor no Minho.













