A mesma governação de Luís Nobre que gasta “à grande e à francesa”, que se exibe com frotas de autocarros elétricos made in China e que bate recordes de iluminação natalícia, é a mesma que, quando o sol se põe e a madrugada avança, se apaga. Literalmente.
Freguesias inteiras estão condenadas ao apagão total durante a madrugada. Moradores que pagam os seus impostos sentem-se a viver num “terceiro mundo”.
Olhar para o mapa da região à noite tornou-se uma experiência “fabulosa”. Lembra-se daquela famosa foto de satélite que mostra a Coreia do Sul iluminada ao lado de uma Coreia do Norte sem luzes? Entrar em Viana, vindo de concelhos vizinhos a partir das três da manhã, é sentir esse mesmo contraste. O socialismo avançou no concelho.
A autarquia tenta justificar o injustificável com “motivações financeiras e ambientais”. Mas não nos deixemos enganar: isto não é apenas má gestão, é a essência do que este regime local representa. Não se trata de uma falha de planeamento; é a natureza própria do socialismo. Em Almada corta-se a água, em Viana corta-se a eletricidade, e pronto: vivemos assim, ambientalmente virados para a Idade da Pedra, mas a pagar impostos de europeus nórdicos.
É incrível a gestão socialista. Mas não se enganem a pensar que isto só acontece em Portugal nos concelhos do PS; quem ainda não sabe vai saber que, no Reino Unido, proibiram o uso de ar condicionado em plena vaga de calor no verão com a mesma desculpa ambiental que Nobre deu. Mas isso cabe na cabeça de alguém? Cabe na cabeça dos socialistas. A nova religião do ambiente etéreo é mais ou menos assim: que se lixe o povo que paga impostos, o que interessa é cumprir a agenda ambiental, mesmo que as políticas sejam ridiculamente irrelevantes e causem transtorno a todos nós — tal como as manifestações estúpidas da Climáximo.
O socialismo, na sua prática, não conhece o conceito de serviço público como prioridade; conhece o conceito de poder e de propaganda. Para eles, o cidadão é apenas um número, a segurança um custo dispensável e a escuridão um detalhe menor, desde que o orçamento permita manter a fachada de “cidade verde”.
Retirar a iluminação pública não é uma medida ecológica, é uma demonstração de desdém. É entregar as ruas de bandeja à criminalidade. Enquanto a ideologia socialista se alimenta de grandes gestos e gastos supérfluos, a segurança — o pilar básico de qualquer sociedade livre — é o primeiro sacrifício no altar da sua incompetência ideológica.










