O presidente da mesa da Assembleia Geral da Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende (ACICE), José Faria, rejeita as acusações feitas por um grupo de associados e garante que cumpriu todos os estatutos da ACICE.
Em causa está uma assembleia-geral que terminou envolta em polémica, com vários sócios a contestarem a forma como decorreu a reunião e a admitirem avançar para tribunal. Os associados em causa falam em irregularidades, falta de transparência na gestão e dúvidas sobre as contas apresentadas.
Em declarações ao JN, José Faria defende que a representação dos sócios respeitou as formalidades exigidas, nomeadamente através de procuração prévia ou pedido formal dirigido à mesa. O presidente da mesa sublinha ainda que assumiu, no final da reunião, o compromisso de preparar uma assembleia extraordinária para acompanhar de perto a forma como será conduzida a gestão da associação.
Do lado dos contestatários, as críticas centram-se na alegada falta de acesso atempado a informação financeira. Segundo os associados, as contas não terão sido disponibilizadas com a antecedência legal de 15 dias. Essa situação, dizem, comprometeu a análise dos documentos e levantou dúvidas sobre a transparência do processo.
A polémica agravou-se com a existência de um saldo de caixa negativo, apesar de a associação apresentar resultados positivos. Para os associados críticos, há rubricas e movimentos que exigem esclarecimentos adicionais.
A direção da ACICE, por sua vez, sustenta que não houve qualquer irregularidade e que as questões levantadas não colocam em causa a validade da assembleia. Ainda assim, o clima interno está longe de ficar pacificado.
Perante a contestação, os sócios que levantaram dúvidas admitem recorrer aos tribunais para esclarecer a legalidade dos procedimentos e das decisões tomadas.




