Condutora do automóvel envolvido no acidente com um comboio na passagem de nível com guarda em Cristelo, Caminha, Alto Minho, fez esta quinta-feira uma “confissão integral dos factos” de que estava acusada.

O caso, ocorrido a 16 de dezembro de 2020, deixou tetraplégico Martin, um menino de 11 anos.
No Tribunal de Caminha, a arguida afirmou querer “acabar com o processo e com a dor de todos”, sublinhando que agiu “pela paz das famílias”. Ferreira responde por ofensa à integridade física por negligência, crime punível com até dois anos de prisão ou multa.
O Ministério Público pediu pena de prisão suspensa, considerando tratar-se de um “ato irrefletido e negligente”, defendendo ainda deveres complementares como apoio a vítimas rodoviárias e frequência de um curso de condução.
A confissão foi uma decisão “para alcançar paz”, lembrando que a arguida “jamais quis provocar o acidente” e que já existe acordo com a seguradora.
Inicialmente, a condutora alegou que as barreiras estavam levantadas e os sinais desligados, associando o acidente a um alegado mau funcionamento do sistema de sinalização devido às obras na Linha do Minho.




