A passarela do pontão flutuante usado pelos pescadores profissionais de Vila Praia de Âncora, Caminha, voltou a ceder durante a noite, incapaz de resistir à forte maresia.
A confirmação é do presidente da Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora, Carlos Sampaio, que fala em mais um episódio a expor fragilidades conhecidas e nunca resolvidas.
Segundo o dirigente, Docapesca, DGRM, a Secretaria de Estado das Pescas e o Ministério da Agricultura e Mar têm feito “um esforço real, financeiro e humano”, para manter a estrutura operacional desde o início do ano.
Houve, há poucas semanas, investimentos de milhares de euros no desassoreamento e na requalificação do pontão.
No entanto, afirma Sampaio, “todos estes esforços têm sido anulados pela situação atual do porto”.
Em paralelo, decorrem alterações no sistema de ancoragem e intervenções para travar o acumular de areia no portinho sul, hoje um dos principais fatores de assoreamento do Porto de Mar de Vila Praia de Âncora.

Os trabalhos são considerados urgentes, e as entidades garantem que a reposição da operacionalidade do pontão flutuante está a ser tratada com prioridade.
Para Sampaio, o estado atual do porto é revelador de um problema estrutural prolongado: “Para quem ainda duvida da necessidade emergente de requalificar o Porto de Mar, estas ocorrências são um sinal claro. São mais de 15 anos de atrasos e milhões investidos sem uma solução definitiva.”
O presidente da associação espera que 2030 marque finalmente a inauguração de um novo layout portuário, capaz de garantir segurança, funcionalidade e condições dignas “para quem trabalha no mar”.





