O Ministério da Saúde colocou em consulta pública uma proposta para reformular a rede de referenciação hospitalar em Pediatria, que prevê a desclassificação do Hospital de Barcelos (ULS Santa Maria Maior) para o nível “1a”.
Na prática, esta alteração limitaria o hospital a cuidados pediátricos básicos, como consultas de Pediatria Geral e atividade ambulatorial programada, retirando-lhe competências atualmente existentes.
Com esta reclassificação, o hospital deixaria de ter serviço de urgência pediátrica, ainda que atualmente funcione apenas em regime parcial, e internamento pediátrico, o que o Partido Comunista Português (PCP) considera “inaceitável”.
O partido sublinha que a unidade serve uma população superior a 150 mil pessoas e não pode ser reduzida a “uma clínica pediátrica”.
O PCP afirma que a medida representa “MAIS UM GOLPE no direito à saúde dos barcelenses e esposendenses” e denuncia uma tendência de desqualificação progressiva dos serviços hospitalares no concelho.
Recorda também que há mais de duas décadas se prometeu a construção de um NOVO hospital, promessa que continua por cumprir, enquanto as atuais instalações se degradam e perdem valências fundamentais.
Nos últimos anos, o Hospital de Barcelos já viu desaparecer serviços como Ginecologia e Obstetrícia, e agora enfrenta a perda da Pediatria, o que, segundo o PCP, compromete gravemente a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.
O partido exige que a Câmara de Barcelos, as forças políticas locais e os deputados eleitos por Braga assumam uma posição firme e pressionem o Governo a recuar.




