Portugal enfrenta uma grave onda de incêndios florestais que se estendem do norte ao sul do país, com frentes ativas em Arouca, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Nisa.

De acordo com a Proteção Civil, nesta quarta-feira de manhã estavam em curso cerca de 10 incêndios, mobilizando 3 136 operacionais, apoiados por aproximadamente mil meios terrestres e dois meios aéreos.

A situação em Arouca concentra preocupações crescentes: cerca de 750 bombeiros enfrentam um incêndio que se alastrou também para os concelhos de Cinfães e Castelo de Paiva, com recurso a reforços especializados.
Em Ponte da Barca atuam cerca de 388 operacionais e está a afetar zonas do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Os fogos de Ponte de Lima, Nisa, Mangualde e Penamacor são também considerados de grande relevância operacional, com mobilização intensa de meios e evacuações preventivas de algumas povoações.

A elevada temperatura, vento intenso e humidade extremamente baixa dificultam o apagamento, mantendo todo o território sob risco máximo de incêndio.
Em Arouca, foram evacuadas várias aldeias e os passadiços de Paiva encerrados como medida de segurança.
Autoridades alertam que a origem dos fogos pode estar associada à negligência humana e às condições de seca extrema agravadas pelas alterações climáticas, um padrão já verificado noutros países da região mediterrânica.





