Os bombeiros portugueses estão a enfrentar uma nova pressão financeira provocada pela subida acentuada dos preços dos combustíveis, levando responsáveis do setor a exigir medidas urgentes do Governo para evitar impactos na capacidade de resposta.
À margem do aniversário dos BV Braga, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Braga, António Ferreira, defende uma resposta coordenada a nível nacional.
“Esta reivindicação tem que ser obrigatoriamente feita a nível nacional. Não pode ser nenhuma associação isolada a reclamar”, afirmou.
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Apelo à união e intervenção do Governo
O dirigente sublinha a necessidade de unir esforços entre federações, Liga dos Bombeiros e tutela governativa. “Temos que unir federações, a Liga dos Bombeiros, o secretário de Estado e perceber como vamos agir. Em conjunto somos mais fortes para reivindicar”, acrescentou.
António Ferreira admite que o impacto real ainda está por calcular, mas alerta que os próximos meses serão decisivos, sobretudo se o atual contexto internacional se mantiver.
Custos podem comprometer operação
Também Luís Araújo, do conselho executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), reconhece dificuldades crescentes. Segundo o responsável, os valores atualmente praticados já não cobrem os encargos reais.
“Os valores existentes não permitem incorporar todas as dificuldades, com o acréscimo desta subida dos combustíveis”, afirmou.
Perante este cenário, a LBP admite que, sem medidas concretas, poderá haver necessidade de compensação direta no preço do combustível ou de revisão dos valores pagos pelos serviços prestados ao Estado.
Risco de colapso financeiro
A Liga dos Bombeiros Portugueses foi mais longe e aprovou um manifesto onde alerta para “sérios riscos” para as associações humanitárias.
No documento, a LBP pede audiências urgentes ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro, exigindo ainda a renegociação do acordo com o INEM e a revisão das tabelas de transporte de doentes não urgentes.
Os bombeiros alertam que, sem apoio imediato, poderão ficar em causa as contas das corporações e, no limite, a capacidade de socorro às populações.
“Vamos continuar a cumprir a nossa missão até ao limite, mas isso pode colocar em risco instituições que hoje estão equilibradas”, avisou Luís Araújo.
O tema voltará a estar em cima da mesa a 18 de abril, numa reunião do Conselho Nacional da LBP, em Ponte de Sor, onde poderão ser decididas medidas mais firmes.




