O candidato da coligação PS/PAN à Câmara de Braga, António Braga, apresentou este domingo o seu programa eleitoral, no Largo São João do Souto, acompanhado pelo secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, e pela porta-voz do PAN, Inês Sousa Real.

O socialista, de 72 anos, assumiu como prioridades a habitação, a mobilidade e o desenvolvimento económico, defendendo que a cidade precisa de “um programa para uma década e não para quatro anos”.
Na mobilidade, Braga voltou a rejeitar a instalação do BRT (metrobus), classificando-o como “uma monstruosidade arqueológica” que não resolverá os constrangimentos de trânsito. Em alternativa, propõe a construção de um metro ligeiro de superfície, recuperando trajetos considerados úteis para a população.
Paralelamente, prometeu avançar com a segunda circular “com ou sem o Governo” e transformar o futuro interface do TGV num grande centro intermodal.
O candidato anunciou ainda a intenção de “refundar” os Transportes Urbanos de Braga (TUB), propondo o alargamento da rede aos concelhos vizinhos, de forma a criar uma verdadeira solução metropolitana.
No campo económico, Braga defendeu a criação de um parque empresarial de alta tecnologia junto ao novo interface ferroviário, vocacionado para atrair indústrias limpas, digitais e tecnológicas.
Alertou para a “sangria dos melhores jovens talentos” e propôs a criação de um fundo municipal de capital de risco para apoiar spin-offs e startups, garantindo que as ideias saídas das universidades locais possam gerar riqueza em Braga.
O programa inclui ainda a “reinvenção” do aeródromo, com o objetivo de captar voos low-cost e potenciar o turismo.

A habitação surge como outro eixo central. António Braga compromete-se a disponibilizar 500 casas com rendas acessíveis como primeiro passo para uma rede pública municipal de habitação. Defende também o reajuste dos programas de apoio ao arrendamento e à primeira habitação.
Na área social, destacou a urgência em criar uma rede pública de creches e berçários, lembrando que existem cerca de 3.500 crianças em lista de espera no concelho.
“Quem quiser uma cidade justa, solidária e verde, junte-se a nós. Quem quiser sair do marasmo em que estes experimentalismos nos colocaram, junte-se a nós”, afirmou, sublinhando que coloca a sua experiência “ao serviço da terra”.




