O movimento Resiste marca a manifestação para 21 de outubro, exigindo o congelamento de tarifas e a gratuitidade do ensino superior.
O Resiste – Movimento de Estudantes da Universidade do Minho convocou uma manifestação de protesto para a próxima quarta-feira, 21 de outubro de 2026, às 13h00, no Campus de Gualtar, em Braga.
A mobilização surge em sequência de um abaixo-assinado promovido por alunos da UMinho, que reuniu mais de 500 assinaturas em cerca de duas semanas. No centro das reivindicações está a contestação ao encarecimento da habitação universitária pública e a exigência de gratuitidade da propina no ensino superior.
De acordo com a estrutura estudantil, o teto máximo por cama para alunos bolseiros fixava-se em 91,44 euros e subiu no presente ano letivo para 161,14 euros, existindo quartos individuais nas residências universitárias com valores a atingir os 200 euros mensais. Os manifestantes sustentam que a tabela viola o limite previsto no Decreto-Lei n.º 148/2026, de 20 de julho.
Posição dos SASUM e Reivindicações Nacionais
Em resposta, os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) esclarecem que a atualização tarifária obteve aprovação do Conselho de Gestão dos SASUM e do Conselho de Ação Social, órgãos com representação estudantil. A direção justifica a diferenciação entre quartos duplos e individuais com razões de privacidade, conforto e gestão eficiente do parque habitacional.
O movimento Resiste contesta a justificação e alerta para o impacto da recente revisão do Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo do Ensino Superior (RABEEES), acusando a alteração de retirar o complemento de alojamento de 50 euros a milhares de deslocados. A plataforma manifesta ainda oposição às propostas do Orçamento do Estado para 2027 que preveem o aumento de propinas e a revisão do Regime Jurídico de Graus e Diplomas.
O manifesto apela à adesão da comunidade académica, núcleos e grupos culturais de Braga e Guimarães, exortando a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) a assumir uma posição de apoio inequívoco às reivindicações dos alunos.













