Distrital liderada por Carlos Eduardo Reis reforça peso nos órgãos nacionais em Anadia; líder defende consensos ao centro com o PS e ataca “populistas”
A Comissão Política Distrital de Braga do Partido Social Democrata (PSD) manifestou publicamente a sua forte satisfação pelo resultado obtido no 43.º Congresso Nacional do PSD, que decorreu nos dias 20 e 21 de junho de 2026, em Anadia. A estrutura minhota viu a sua moção temática setorial, intitulada “Minho, Região Competitiva”, ser aprovada por unanimidade pelos delegados nacionais, ao mesmo tempo que expandiu de forma significativa o seu número de quadros eleitos para os órgãos de topo da governação interna do partido.
A moção estratégica desenhada pela comissão minhota coloca o Minho como um motor económico vital para o país, apresentando uma folha de rota assente na descentralização de competências, na maximização dos fundos europeus pós-2030, na gestão integrada do território e numa maior influência regional junto do poder central, em Lisboa.
O novo xadrez político: Os eleitos de Braga nos Órgãos Nacionais
Para além do triunfo ideológico da moção, a Distrital de Braga garantiu a colocação de sete figuras de relevo do distrito em lugares de decisão nas listas oficiais do partido:
- Conselho Nacional: Fernando Armindo Costa, José Manuel Lopes, Bárbara Ferreira e Laura Magalhães;
- Mesa do Congresso: Júlia Fernandes (atual presidente da Câmara Municipal de Vila Verde);
- Conselho de Jurisdição Nacional (Delegação Norte): Olga Pereira e Miguel Pereira.
O líder da estrutura distrital, Carlos Eduardo Reis, sublinhou que este desfecho é o corolário lógico da “consistência e capacidade dos quadros” locais. Numa leitura interna, o dirigente explicou que a distrital optou deliberadamente por canalizar os seus apoios e indicações apenas para as chamadas listas oficiais da direção nacional, enviando “um sinal claro de unidade e estabilidade, sem perder a capacidade crítica e de alerta”.
Foco ao Centro: Apelo ao PS e aviso sobre o “populismo”
No plano da análise à política macro nacional, Carlos Eduardo Reis utilizou a sua intervenção em Anadia para traçar as linhas vermelhas do partido face ao atual panorama parlamentar, defendendo reformas estruturais e pontes de diálogo ao centro.
O líder minhoto preconizou que o PSD deve assumir-se como a força charneira e reformista do país, sendo fundamental envolver o Partido Socialista (PS) nos grandes consensos nacionais. Em sentido inverso, o social-democrata deixou um duro aviso sobre o crescimento de forças extremistas no hemiciclo, visando diretamente o papel dos partidos de cariz populista.
“Um partido inconfiável não pode ser promovido a charneira do sistema político português, em que desgoverna com a oposição e trava as reformas de quem governa”, alertou Carlos Eduardo Reis durante o seu discurso.
A comissão política de Braga garantiu que a moção agora aprovada por unanimidade deixará de ser apenas um documento programático para se transformar, de imediato, numa agenda de trabalho executiva, focada na exigência de novas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, na atração de investimento privado e no reforço do poder de decisão para o Minho.




