A revisão do novo Plano Diretor Municipal (PDM) de Braga está a trazer para o centro do debate temas que durante anos foram quase tabu na cidade: construção em altura, densificação urbana e projeção internacional.
Durante a conferência “Novo ciclo para o território”, António Zamith Rosas, ligado à área do urbanismo do Município de Braga, deixou uma ideia clara: Braga precisa de mudar mentalidades.
“Braga tem de descolar do paradigma de que os prédios não podem ser muito altos”, afirmou, defendendo uma utilização mais intensiva do solo urbano numa cidade cada vez mais pressionada pelo crescimento populacional e imobiliário.
A intervenção surge numa altura em que Braga vive uma forte transformação urbanística, com aumento da procura habitacional, pressão sobre infraestruturas e crescente interesse de investimento externo.
Na mesma conferência, o responsável apontou também para uma ambição mais global da cidade.
“Cada vez mais Braga tem de estar no radar internacional e quem faz a gestão dos territórios tem de estar permanentemente a ouvir sinais do exterior”, declarou.
As palavras estão já a alimentar discussão pública sobre o futuro skyline de Braga, numa cidade historicamente marcada por construções de média altura e forte sensibilidade patrimonial.
Até ao momento, o projeto mais associado a essa nova lógica urbana é a chamada “Torre das Mulheres”, promovida por Filipe Correia através da Women – Investimentos Imobiliários, S.A..
Braga: Filipe Correia projeta a “Torre das Mulheres” e “Eco Parque” para revolucionar cidade
A proposta tem sido apresentada como um conceito ligado à chamada “Economia Feminina”, cruzando habitação, empreendedorismo, inovação e projeção internacional. Além da componente arquitetónica, o projeto pretende criar uma nova centralidade urbana em Braga com forte dimensão simbólica.
Braga entra na nova corrida da “Economia Feminina” com projeto da “Woman Tower”
O conceito já começou inclusivamente a despertar contactos internacionais, sobretudo na América Latina, onde têm ocorrido apresentações e conversações ligadas ao modelo da “Torre das Mulheres”.










