A concelhia do PS Braga subiu o tom contra Catarina Miranda, independente eleita pela coligação Somos Braga(PS/PAN), que decidiu aceitar pelouros no executivo de João Rodrigues.
Num comunicado divulgado esta tarde, o partido fala em “desvio claro” e num erro político que contraria o compromisso assumido perante os eleitores.
Segundo os socialistas, a decisão de Catarina Miranda representa uma quebra de confiança com os mais de 26 mil votos que sustentaram o projeto socialista nas autárquicas.
Embora reconheça que o mandato é individual, o PS sublinha que a vereadora foi eleita com base num programa coletivo e numa lógica de representação partidária.
Ao integrar o executivo da coligação de direita Juntos por Braga, afirmam, Miranda abandona “de forma inequívoca” a responsabilidade ética e política inerente ao mandato.
Pedro Sousa, presidente da concelhia, reforça que esta decisão “não altera o essencial”: o PS ficou a cerca de 200 votos de conquistar a Câmara e detém a maioria das Juntas de Freguesia, mantendo-se como força determinante no concelho.
Para o dirigente, o gesto da vereadora não reconfigura o mapa político saído das urnas, apenas expõe uma “interpretação errada” do papel de quem foi eleito.
PS nunca foi chamado
As críticas estendem-se ao próprio presidente da Câmara. O PS afirma que nunca foi chamado a uma conversa formal sobre soluções de governabilidade desde a tomada de posse, classificando a estratégia de João Rodrigues como “frágil” e “democraticamente deselegante”.
Acusam o autarca de preferir negociações individuais com eleitos em vez de dialogar com partidos, numa manobra que consideram orientada para “diminuir o PS” e construir uma narrativa falsa de abertura.
Apesar do clima de tensão, os socialistas garantem uma oposição “firme, exigente e responsável”, rejeitando qualquer lógica de revanche. Prometem escrutínio constante e propostas alternativas para o concelho, insistindo numa postura construtiva e vigilante.
Pedro Sousa afirmou “não esperar nada” de Catarina Miranda, acusando-a de ter escolhido “à primeira curva” um caminho que rompe com a representação coletiva.




