A intervenção entre a Lagoa e a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires melhora o combate às cheias, elimina estruturas de betão e cria anfiteatros naturais para a população.
O Município de Braga inaugurou a empreitada de regularização e renaturalização do Rio Este, no troço de 464 metros compreendido entre a Lagoa e a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires. A intervenção representou um investimento global de 875.656,40 euros — dos quais 700 mil euros foram financiados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) —, abrangendo uma área aproximada de 14.435 metros quadrados.
A cerimónia oficial contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, da Comissária Europeia para o Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, do presidente da APA, José Pimenta Machado, e do vice-presidente da Agência para o Clima, Duarte Rodrigues.


Soluções de engenharia natural e prevenção de cheias
A obra eliminou as antigas estruturas de betão em estado de degradação, substituindo-as por soluções de engenharia natural com blocos de granito, madeira, geotêxtil, renovação da galeria ripícola e introdução de vegetação autóctone para conter a erosão dos taludes e controlar espécies invasoras.
Do ponto de vista hídrico, o projeto foi dimensionado para responder a períodos de retorno de 100 anos, prevendo caudais de ponta de cheia até 117,06 m³/s, o que aumenta substancialmente a resiliência da malha urbana de Braga perante episódios de precipitação extrema.
Novos espaços de lazer e fruição urbana
Para aproximar os cidadãos do curso de água, a intervenção contemplou a criação de:
- Três anfiteatros naturais junto às margens do rio;
- Novos percursos pedonais, zonas de estadia e áreas de merendas;
- Reforço da iluminação pública, colocação de mobiliário urbano e guardas de proteção;
- Painéis de interpretação ambiental sobre a fauna e flora locais;
- Rampa de acesso mecânico ao leito para operações periódicas de limpeza e manutenção.
A empreitada resulta de um protocolo técnico assinado em julho de 2024 entre o município e a APA, estando já previstas ações continuadas de monitorização ecológica e hidrogeomorfológica do corredor ribeirinho.


















