Presidente da CCDR-NORTE destaca o papel estratégico das regiões no debate sobre o futuro da Política Agrícola Comum (PAC)
A cidade de Braga acolheu hoje, no âmbito da 58.ª Feira AGRO, o seminário “A Nova Política Agrícola Europeia: Desafios e Perspetivas para Portugal”. O evento, promovido pela CONFAGRI, reuniu no Altice Forum Braga uma vasta plateia de agricultores, cooperativas e decisores políticos para discutir o futuro da segurança alimentar e a viabilidade económica do mundo rural face às novas exigências de Bruxelas.
Álvaro Santos, Presidente da CCDR-NORTE, marcou presença no encontro e sublinhou que a agricultura continua a ser um pilar essencial da construção europeia. Durante a sua intervenção, o dirigente relembrou que as recentes alterações institucionais reforçaram a capacidade de intervenção das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, posicionando-as como plataformas de proximidade e apoio estratégico ao setor primário.
O debate centrou-se na complexidade da nova Política Agrícola Comum (PAC), identificando três eixos fundamentais para a sobrevivência do setor em Portugal:
- Renovação Geracional: A urgência de atrair jovens agricultores para garantir a continuidade das explorações.
- Transição Digital: A adoção de tecnologias de precisão para otimizar recursos e aumentar a competitividade.
- Sustentabilidade Económica: A premissa de que não existe proteção ambiental sem rendimento para quem produz.
“O agricultor tem de ser justamente remunerado pelo seu trabalho”, vincou Álvaro Santos, destacando o papel das cooperativas (como a AGROS e a CAVAGRI) na inovação e na coesão do território nortenho. O seminário contou ainda com a participação da InvestBraga, entidade gestora do recinto da feira.
O Papel da CCDR-NORTE no Desenvolvimento Rural
Com a integração das competências da agricultura nas CCDR, estas instituições assumem agora uma responsabilidade direta na gestão de fundos e no apoio técnico aos produtores locais. Em Braga, Álvaro Santos reforçou que a sustentabilidade dos territórios rurais depende da capacidade de resposta das instituições às necessidades reais de quem está no terreno.
O seminário serviu para clarificar as perspetivas para o próximo quadro comunitário, num momento em que o setor agrícola enfrenta pressões crescentes devido às alterações climáticas e à instabilidade dos mercados globais. A União Europeia continua a ser o principal garante desta estabilidade, mas as regiões exigem maior flexibilidade na aplicação das regras.




