A Greve Geral convocada pela CGTP e pela UGT provocou fortes perturbações no distrito de Braga, com impacto direto nos transportes urbanos, no funcionamento das escolas e na atividade cultural.
Desde a madrugada, autocarros parados, estabelecimentos de ensino encerrados e serviços essenciais reduzidos marcaram o início do protesto contra o anteprojeto de revisão laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP.
No caso dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), a paralisação foi quase total. Segundo Baltazar Gonçalves, coordenador regional do STAL, a adesão atingiu 99% no turno da manhã.
“Em 115 autocarros previstos, apenas três saíram”, afirmou fonte ao E24.
Além dos transportes, 21 escolas do concelho – entre EB1 e EB2 – não abriram portas. A AGERE registou também “adesão grande” nos setores das águas e do saneamento.
Os efeitos estenderam-se a Barcelos, Guimarães, Esposende e Famalicão, onde várias creches e infantários encerraram. Em Braga, espaços culturais como o Theatro Circo, o gnration e o Museu da Imagem permaneceram fechados.
Ao final da manhã, cerca de duas centenas de trabalhadores desfilaram entre o Arco da Porta Nova e a Arcada, na manifestação organizada pela União de Sindicatos de Braga (USB).
Joaquim Daniel, coordenador da USB, descreveu a adesão como “surpreendente, mas elevadíssima”, destacando 75% de paragem na Amtrol-Alfa e níveis “acima dos 95%” no Complexo Grundig (Bosch, Aptiv e Fehst).




