Um projeto de produção de canábis medicinal em Fafe, avaliado em cerca de 20ME, deverá avançar nos próximos meses e promete criar 50 postos de trabalho, muitos deles qualificados.
A iniciativa foi confirmada por Ricardo Costa, vereador socialista em Guimarães e também deputado, que reagiu às dúvidas levantadas por uma reportagem da RTP, recusando qualquer irregularidade ou favorecimento no processo.
O responsável esclarece que está ligado à empresa promotora, a Neogreen Innova, através de uma participação minoritária de 5%, adquirida há vários anos. Garante, no entanto, que nunca teve intervenção política nas decisões do projeto.
A instalação da unidade em Fafe surge depois de uma tentativa falhada noutro concelho do norte do país, travada por exigências ambientais que inviabilizaram o investimento. A alternativa encontrada acabou por reunir condições para avançar, estando a obra já numa fase adiantada.
Segundo o próprio, cerca de 70% da infraestrutura está concluída, com previsão de arranque da produção em 2027. Toda a operação será orientada para o mercado externo, com destino a países como Alemanha, Canadá ou Israel, onde a canábis medicinal tem maior expressão.
Ricardo Costa rejeita qualquer cenário de conflito de interesses, sublinhando que a sua entrada no Parlamento ocorreu já depois das principais decisões empresariais. Acrescenta ainda que não exerce funções em regime de exclusividade.
Sobre outras suspeitas associadas ao negócio, nomeadamente questões relacionadas com terrenos, afirma não ter conhecimento de irregularidades, remetendo eventuais responsabilidades para terceiros, caso se confirmem.




