Produtor de Cabeceiras de Basto assinala uma década de parceria com o enólogo Márcio Lopes e prepara o lançamento do seu primeiro espumante no verão de 2026
A Casa do Barroso celebrou, no passado dia 10 de junho de 2026, uma década de atividade no setor vitivinícola. O projeto familiar, sediado no concelho de Cabeceiras de Basto, tem-se destacado pela recuperação de um património com quase três séculos de história e pela aposta ganha na casta Alvarinho fora do seu território mais tradicional, afirmando o potencial único da Sub-região de Basto — localizada no extremo oriental da Região Demarcada dos Vinhos Verdes.
O projeto nasceu no lugar de Cunhas (União de Freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas) com o objetivo de reabilitar uma propriedade histórica datada de 1730. Paralelamente à traça arquitetónica original, a família reestruturou terrenos abandonados e gere hoje 6,2 hectares de vinha distribuídos por várias zonas de Cabeceiras de Basto.


Um projeto familiar que une três gerações
No centro desta caminhada está Agostinho Barroso, o patriarca de 89 anos que serve de inspiração ao projeto. O seu filho, Jorge Barroso, é o principal dinamizador da marca, dividindo o amor à terra com a sua profissão de enfermeiro no Hospital de Santo António, no Porto, há mais de três décadas. Os netos, Afonso e João Barroso, já começam a acompanhar os trabalhos, garantindo a continuidade do legado.
A primeira vindima realizou-se em 2016, alicerçada numa parceria estreita com o prestigiado enólogo Márcio Lopes. Para o técnico, as condições particulares de Basto conferem ao Alvarinho uma interpretação distinta, resultando em vinhos caracterizados pela:
- Elevada frescura natural e precisão geométrica na boca;
- Excelente capacidade de evolução e envelhecimento em garrafa;
- Identidade autêntica que respeita o terroir de montanha.

Consagração da crítica e novo espumante a caminho
Atualmente, o portefólio da casa conta com quatro referências no mercado: o Alvarinho Reserva, o Alvarinho Barrica, o Alvarinho Estágio Prolongado e um Rosé feito a partir da casta Padeiro, uma variedade tinta histórica da região. O verão de 2026 trará uma grande novidade com o lançamento do primeiro espumante do produtor, fechando um ciclo de dez anos de aprendizagem.
O trabalho da Casa do Barroso tem colhido grandes elogios por parte da crítica internacional. Em abril de 2026, a reputada publicação The Wine Advocate (Robert Parker) atribuiu 93 pontos ao Casa do Barroso Alvarinho Reserva 2021 e 91 pontos ao Estágio Prolongado IV. No início do ano, o projeto foi ainda integrado na exclusiva seleção “A Próxima Geração de Produtores Portugueses – Norte”, organizada pela plataforma Wine & Stuff.
Os profissionais do setor, gastrónomos ou enófilos que pretendam agendar visitas de enoturismo à propriedade de 1730, encomendar as edições limitadas ou consultar as notas de prova detalhadas das colheitas premiadas podem fazê-lo contactando a equipa através do portal oficial da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.




