O ciclone tropical Narelle deixou um rasto de destruição no oeste da Austrália e um cenário que muitos descrevem como “apocalíptico vermelho”.
O fenómeno, que atingiu o continente como categoria 3, trouxe ventos violentos, chuva intensa e uma densa nuvem de poeira que transformou o céu num tom de “vermelho sangue”.
Vídeo mostra o ciclone tropical Narelle deixou um rasto de destruição no oeste da Austrália e um cenário que muitos descrevem como “apocalíptico vermelho”. Notícia no link https://t.co/V8HbMtvAUh pic.twitter.com/gOZOABkR4I
— E 24 (@E24_pt) March 30, 2026
O impacto foi sentido sobretudo em zonas como Shark Bay e Exmouth, onde as condições meteorológicas mudaram de forma abrupta. Em poucas horas, o céu escureceu e ganhou tonalidades vermelho-alaranjadas, dificultando a respiração e reduzindo drasticamente a visibilidade.
As rajadas de vento chegaram aos 250 km/h, provocando destelhamentos, inundações e falhas no fornecimento de energia e água. Exmouth foi uma das localidades mais afetadas, com danos significativos em infraestruturas e serviços essenciais.
O impacto estendeu-se também ao setor energético. As unidades de Gorgon e Wheatstone, responsáveis por cerca de 5% da produção mundial de gás natural liquefeito, suspenderam operações por motivos de segurança, segundo confirmou a Chevron.
Fenómeno raro explicado pela ciência
A cor invulgar do céu tem uma explicação direta. A força do ciclone levantou grandes quantidades de poeira do solo australiano, rico em óxido de ferro, típico das regiões áridas do país.
Essas partículas ficaram suspensas na atmosfera e alteraram a forma como a luz solar se dispersa. O resultado foi a predominância de tons quentes, como vermelho e laranja, criando o efeito visual que rapidamente se tornou viral nas redes sociais.
Especialistas garantem que, apesar do impacto visual, trata-se de um fenómeno natural. Ainda assim, o comportamento do ciclone levanta alertas: o Narelle percorreu milhares de quilómetros pelo território australiano, um trajeto considerado fora do padrão para sistemas desta natureza.
Entre imagens impressionantes e prejuízos reais, o episódio volta a colocar em evidência a intensidade crescente dos fenómenos meteorológicos extremos na região.




