Afastamento diplomático e tensão no Estreito de Ormuz impulsionam escalada do petróleo, ameaçando novo agravamento nas bombas na próxima semana.
A cotação do barril de crude Brent, que serve de referência para o mercado europeu, voltou a ultrapassar a barreira dos 100 dólares na quarta-feira, 9 de setembro de 2026. A marca, que não era atingida há mais de um mês, antecipa uma nova vaga de aumentos no preço dos combustíveis em Portugal já no início da próxima semana.
A escalada militar entre os Estados Unidos e o Irão, acompanhada pela crise contínua no Estreito de Ormuz, tem submetido os mercados energéticos globais a uma forte pressão. O crude regista atualmente uma valorização próxima dos 50% em comparação com o início do ano, aproximando-se do pico fixado em maio passado, quando atingiu os 115 dólares por barril.
Além do impacto direto no petróleo bruto, o conflito geopolítico na região do Médio Oriente está a encarecer os produtos refinados e o gás natural, criando um cenário de elevada volatilidade na cotação das matérias-primas.
Aumentos Consecutivos e Posição dos Revendedores
O reflexo nos postos de abastecimento nacionais tem sido imediato. Na presente semana, os condutores portugueses já enfrentaram um agravamento médio de 12 cêntimos por litro no gasóleo e de 9 cêntimos por litro na gasolina, mantendo Portugal na lista dos países com custos de combustível mais elevados no contexto europeu.
A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) reconhece a inevitabilidade de novos ajustamentos em alta nas bombas caso a tendência dos mercados internacionais se consolide até ao final da semana. A dimensão exata do impacto no bolso dos consumidores dependerá também do nível de ajustamento das margens de desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) por parte do Governo.















