A 27.ª edição do Correntes d’Escrita regressa às origens e àquilo que sempre definiu o encontro literário da Póvoa de Varzim: o debate de ideias, a proximidade entre autores e público e a reflexão sobre temas centrais da sociedade.
Este ano, o evento que decorre de 21 a 28 de fevereiro, presta homenagem a Álvaro Laborinho Lúcio, figura de referência das Correntes desde os primeiros anos.
Em declarações à imprensa, a presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, Andrea Silva, explica que a edição de 2026 recupera a visão que Álvaro Laborinho Lúcio tinha para o encontro.
“Vamos voltar àquilo que ele considerava serem as Correntes: mesas temáticas onde se discute, se conversa e se aprofunda o pensamento a partir dos temas lançados”, sublinha.
A autarca acredita que esta abordagem devolverá ao evento um significado especial, tanto para os autores como para o público, que “levarão estas Correntes na memória com saudade”.

O mote desta edição é “a casa”, um conceito que atravessa toda a programação. Segundo Andrea Silva, trata-se de um tema que convida à reflexão coletiva e que se cruza naturalmente com a presença e o legado de Álvaro Laborinho Lúcio, presença assídua e marcante ao longo dos anos. A escolha do homenageado foi pensada com antecedência pela organização, que procurou alinhar o tema central com figuras que ajudaram a construir a identidade do evento.
A presidente destaca ainda a inversão simbólica de papéis, ao colocar José Carlos Vasconcelos, ligado às Correntes desde sempre e moderador habitual da conferência de abertura, no centro da homenagem.
“Faz parte da história do Correntes e fazia sentido esta mudança”, afirma.
Esta será também a primeira edição do Correntes d’Escrita com Andrea Silva como presidente da Câmara, o que lhe confere um significado pessoal adicional. Apesar de acompanhar o evento há muitos anos, assume que esta edição permitirá homenagear pessoas com quem conviveu de perto ao longo do percurso.




