O número de trabalhadores do Estado atingiu um novo máximo em 2025.
Segundo a síntese estatística da Direção-Geral da Administração e Emprego Público (DGAEP), estavam empregados nas administrações públicas 766.278 trabalhadores no final do último trimestre do ano, mais 1,7% do que em 2024.
Apesar do aumento nominal, o emprego público perdeu peso na população ativa e na população empregada. No mesmo período, a população ativa cresceu 2,7%, fixando-se em 5.612,4 mil pessoas, enquanto o total de emprego subiu 3,2%, para 5.275,3 mil trabalhadores.
O crescimento do Estado ficou, assim, abaixo da média da economia. Como resultado, o peso do emprego público desceu para 13,5% da população ativa e 14,4% da população empregada, dos valores mais baixos desde 2011.
Especialistas alertam que, sem ganhos significativos de produtividade, este ritmo pode comprometer a capacidade de resposta dos serviços públicos. O rácio de funcionários públicos por ativo está em queda num contexto de maior pressão sobre o Estado.
Portugal é atualmente o segundo país da Europa com a idade mediana mais elevada, acima dos 47 anos, segundo o Eurostat. O envelhecimento aumenta a procura de serviços de saúde e apoio social.
Ao mesmo tempo, incêndios, tempestades e inundações têm reforçado a necessidade de investimento em prevenção, fiscalização e reabilitação de infraestruturas públicas.
Áreas como proteção civil, segurança e defesa também enfrentam novos desafios. No final de 2025, as Forças Armadas contavam com 28.839 efetivos e as forças de segurança com 44.424.




