Medida de caráter excecional pretende compensar a inatividade forçada pela agitação marítima em Apúlia e a fragilidade económica do comércio a retalho na feira quinzenal.
O Município de Esposende aprovou hoje, por unanimidade, um conjunto de medidas de apoio destinadas a dois dos setores mais vulneráveis da economia local: a pesca artesanal e os comerciantes de feira. A decisão, ratificada em reunião de Executivo, prevê a isenção do pagamento de taxas de ocupação de espaço público e de estruturas de apoio, num esforço financeiro da autarquia para garantir a sustentabilidade destas atividades.
No setor das pescas, os profissionais de Apúlia estarão isentos do pagamento mensal de 30 euros relativo à ocupação dos aprestos na Rua dos Sargaceiros durante os meses de março, abril e maio. Segundo o presidente da Câmara, Carlos Silva, a medida justifica-se pelas “condições atmosféricas excecionais” registadas entre dezembro e janeiro, que impediram a saída das embarcações, cortando a única fonte de rendimento de muitos agregados familiares.
Salvaguarda da Feira Quinzenal
Paralelamente, o Executivo deliberou apoiar os feirantes da feira quinzenal de Esposende com a isenção de taxas nos meses de abril, maio e junho. A proposta fundamenta-se no impacto acumulado da crise económica e no rigor do inverno, que tem levado a sucessivos pedidos de desistência por parte dos comerciantes.
Com esta intervenção, o Município de Esposende procura não só aliviar a pressão financeira sobre os pequenos retalhistas, mas também preservar a dinâmica social e económica da feira, considerada um elemento identitário do concelho. Estas medidas inserem-se numa estratégia de proximidade que visa proteger o tecido produtivo local perante fatores externos adversos, como a instabilidade climática e as flutuações do mercado retalhista.




