O novo presidente da Câmara de Esposende, Carlos Silva, afirmou que quer “restaurar a democracia e a transparência” no município, depois de anos em que “três ou quatro pessoas do PSD local tomaram conta de tudo”.
O médico de 60 anos, ex-PSD e vencedor das autárquicas de 12 de outubro como independente, descreveu a celebração da vitória como “uma espécie de libertação”.
“O povo saiu à rua em massa, de forma efusiva e genuína, parecia o 25 de Abril”, afirmou.
Carlos Silva acusa o anterior poder local de ter sufocado a liberdade política.
“Os funcionários tinham medo de apoiar outra candidatura. A escolha do cabeça-de-lista do PSD foi feita por braço no ar, num ambiente de pouca liberdade”, disse.
O autarca promete uma nova cultura de proximidade e transparência.
“A minha primeira medida será falar aos funcionários, quero que se sintam bem e que o município volte a ser uma casa ao serviço dos outros”, declarou.
Médico e ex-diretor do Serviço de Urologia do Hospital de S. João, no Porto, Carlos Silva assegura que “vai despir a bata branca para servir a terra”.




