Novos passadiços, um miradouro e um observatório em forma de “iglô” vão substituir as estruturas atuais. Empreitada em Fão tem um prazo de execução de 120 dias.
O Município de Esposende deu luz verde ao início da instalação de novos percursos naturais no estuário do Cávado, em Fão. A intervenção, com um valor base de 693.876 euros, foca-se na área a jusante da Ponte D. Luís Filipe e faz parte de um projeto mais ambicioso, o REPHIC (Recuperação e Proteção de Espécies e Habitats), que totaliza um investimento de 1,26 milhões de euros, beneficiando de cofinanciamento a 85% pelo programa NORTE 2030.
O grande objetivo da autarquia é travar a perda de biodiversidade e restaurar ecossistemas degradados, garantindo ao mesmo tempo que a visitação humana ao Parque Natural do Litoral Norte seja feita de forma sustentável. A obra prevê não só a substituição dos passadiços antigos, mas também a estabilização de taludes e a criação de novos pontos de observação de avifauna.
Arquitetura integrada e respeito pelo ecossistema
A solução técnica adotada revela uma preocupação extrema com o impacto ambiental. Os novos passadiços, com dois metros de largura, serão instalados sobre o paredão de pedra existente através de um sistema de estacas encaixadas e chumbadas na pedra, evitando danos no solo e na vegetação.
Entre os elementos de maior destaque na futura estrutura encontram-se:
- Um edifício de geometria côncava e tipologia hemisférica, desenhado para se fundir na paisagem.
- Três novas pontes que atravessarão as zonas alagadas do estuário, com um desenho que as fará destacar-se do restante percurso.
- Uma estrutura de 27 metros quadrados equipada com bancos para contemplação da paisagem.
Uma rede de mobilidade suave em crescimento
Esta intervenção em Ofir é o passo mais recente de um plano de requalificação que já abrangeu as praias de Suave Mar, Apúlia e Cepães. Ao utilizar materiais naturais e soluções de baixo impacto, a autarquia pretende cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, melhorando a segurança dos utilizadores e a resiliência climática da zona ribeirinha através do apoio do Fundo Ambiental.
A obra, que deverá estar concluída no prazo de quatro meses, promete elevar a experiência turística e científica no concelho, permitindo uma proximidade única com a fauna e flora locais sem as ameaças de pisoteio ou degradação dos habitats sensíveis do estuário.




