Programação de 14 de março une arte, biotecnologia e gastronomia em oficinas gratuitas sobre o potencial do sargaço em Apúlia.
O Município de Esposende reforça a identidade agro-marítima da região com uma programação intensiva focada no sargaço. O destaque recai sobre o dia 14 de março, iniciando-se com o encontro científico “Sargassum: Ciência, Arte e Gastronomia”. O painel reúne especialistas de renome, como o biólogo Leonel Pereira (Universidade de Coimbra), autoridade em biotecnologia marinha, e a investigadora Marta Duarte, que apresentará avanços na utilização de polissacarídeos de algas para a regeneração de tecidos e cicatrização de feridas.

A dimensão artística chega pelas mãos de Eunice Pais, cuja exposição fotográfica e instalação “Projeto Sargassum” estará patente no Museu do Sargaço até 31 de março. A obra reimagina as ligações ecológicas entre o corpo humano e a natureza, documentando a tradição da apanha do sargaço em Apúlia através de uma lente contemporânea.

Da Colheita à Mesa: A Gastronomia Sustentável
A tarde de dia 14 será dedicada à prática e ao paladar. A etnomusicóloga e especialista em “wildfood”, Elina Stolde, orientará o workshop “Algas Comestíveis”. A atividade inclui uma componente prática de boas práticas de colheita na praia de Apúlia e culmina numa degustação de petiscos veganos e sustentáveis no museu. O objetivo é sensibilizar para as “hortas marinhas” do Noroeste Peninsular, um recurso abundante com aplicações que vão muito além do adubo agrícola tradicional, alcançando setores como os bioplásticos e os biocombustíveis.
Para os interessados em compreender as marcas humanas na costa, a visita cultural “Paisagens do Sargaço” percorrerá o território para explicar como este recurso moldou a agricultura e a arquitetura local ao longo dos séculos. Embora as atividades sejam gratuitas, a inscrição é obrigatória devido à lotação limitada.




