Ações de limpeza na orla costeira e estuário do Cávado focam-se na remoção de microplásticos. Grupos de voluntários juntam-se à autarquia para restaurar habitats naturais.
O Município de Esposende e a Esposende Ambiente iniciaram um plano de intervenção urgente para limpar os areais, dunas e margens do rio Cávado. A acumulação de detritos é uma consequência direta das fortes intempéries registadas em janeiro e fevereiro de 2026, que arrastaram grandes quantidades de materiais para as zonas sensíveis do concelho. O foco prioritário das equipas de limpeza é a remoção de plásticos descartáveis e outros resíduos antropogénicos que, se não fossem recolhidos, representariam uma ameaça letal para a biodiversidade marinha e para o frágil sistema dunar.

Este esforço não é apenas institucional. A autarquia tem contado com a colaboração preciosa de grupos de voluntários que, de forma autónoma, organizam brigadas de limpeza, transformando a recuperação das praias num ato de sensibilização cívica. Esta dinâmica de proximidade reflete a estratégia do município em alinhar as suas políticas locais com a Agenda 2030 das Nações Unidas, cumprindo metas específicas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com destaque para a Proteção da Vida Marinha (ODS 14) e a Ação Climática (ODS 13).
A preservação da qualidade ambiental da costa é vital não só para o equilíbrio ecológico, mas também para a economia local, fortemente ligada ao turismo e à fruição da natureza. Com estas ações, Esposende reafirma-se como um território resiliente, onde a resposta rápida aos fenómenos climáticos extremos é acompanhada por uma forte cultura de voluntariado e responsabilidade ambiental.






