Estudo do CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental) e pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) concluiu que a instalação de um parque de energia de ondas ao largo de Esposende poderia reduzir significativamente a erosão costeira, graças à atenuação da agitação marítima.
A investigação propõe transformar um problema ambiental numa oportunidade energética e de proteção do litoral.
Os investigadores identificaram a possibilidade de aliar a produção de energia renovável à proteção da costa, defendendo que esta abordagem pode ser replicada noutras zonas do país.
A proposta, que envolve a instalação de 150 dispositivos do tipo “pá oscilante fixa ao fundo”, estima uma produção anual até 341 mil GWh — energia suficiente para abastecer mais de 100 mil pessoas, considerando o consumo médio de eletricidade em Esposende em 2022.
A localização do parque foi escolhida de forma estratégica para minimizar conflitos de uso do espaço marítimo e beneficiar também a região da restinga de Ofir, frequentemente afetada por assoreamento e erosão.
Além disso, prevê-se que a infraestrutura traga benefícios adicionais como apoio à aquacultura “offshore” e dessalinização de água, setores com elevado potencial em Portugal.
O impacto na redução da altura das ondas foi outro dos pontos destacados: em alguns cenários, registaram-se diminuições superiores a 25%.
Os autores do estudo sublinham ainda a importância de envolver comunidades locais e entidades na viabilização do projeto.




