Conferência promovida pelo Bloco de Esquerda reuniu cidadãos, especialistas e representantes da sociedade civil. Participação pública e maior transparência no processo estiveram entre as principais reivindicações.
O futuro do Plano Diretor Municipal (PDM) de Esposende esteve em debate numa conferência realizada no sábado, 25 de julho, por iniciativa da concelhia do Bloco de Esquerda. Sob o tema “Que PDM precisamos?”, o encontro juntou cidadãos, especialistas e representantes da sociedade civil para analisar os principais desafios territoriais do concelho.
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Segundo um comunicado do Bloco de Esquerda de Esposende, a conferência abordou matérias com impacto direto na qualidade de vida da população, entre as quais o acesso à habitação, a mobilidade, o saneamento básico, a proteção da orla costeira e dos espaços naturais e a adaptação às alterações climáticas.
A criação de espaços verdes dentro da malha urbana, a valorização do espaço público, o replaneamento das zonas industriais e comerciais e o assoreamento da restinga foram outros dos assuntos discutidos.
Durante o encontro, os participantes defenderam que o PDM não deve ser encarado apenas como um documento técnico. Este instrumento de ordenamento determina onde e em que condições se pode construir, orienta a evolução do território e estabelece critérios para a preservação dos recursos naturais.
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Bloco pede mais transparência na revisão do PDM
Uma das principais conclusões apontadas pela organização foi a necessidade de criar mecanismos que permitam acompanhar tanto a discussão como a futura implementação do Plano Diretor Municipal de Esposende.
O Bloco de Esquerda defendeu também maior visibilidade e transparência relativamente aos trabalhos da atual Comissão Consultiva, nomeadamente sobre as entidades que nela participam, os temas analisados, os fatores considerados e os resultados pretendidos.
A conferência analisou ainda necessidades específicas de diferentes áreas do concelho, incluindo Fão, Apúlia, Marinhas, Pinhal de Ofir e a cidade de Esposende. Para os participantes, as características próprias de cada território devem ser consideradas durante o processo de revisão.
Entre as prioridades defendidas estiveram a promoção de habitação acessível para residentes, um crescimento urbano equilibrado, a proteção do litoral, das dunas, do pinhal e dos rios, bem como o reforço da mobilidade pedonal e ciclável.
A valorização dos equipamentos coletivos, a melhoria dos espaços públicos e a preparação do território para os efeitos das alterações climáticas também foram apontadas como áreas essenciais do futuro PDM.
No encerramento, a concelhia do Bloco de Esquerda assumiu o compromisso de continuar a acompanhar a revisão do documento e de apresentar propostas concretas. O partido considera indispensável envolver cidadãos, associações e especialistas nas diferentes fases do processo, para que o planeamento do concelho responda às necessidades da população.










