Uma explosão destruiu um troço da linha ferroviária no sudeste da Polónia, num caso que o Governo classificou como sabotagem.
A confirmação foi dada esta segunda-feira pelo primeiro-ministro Donald Tusk, que sublinhou a gravidade do incidente e a importância estratégica da infraestrutura para o envio de apoio à Ucrânia.
O alerta partiu de um maquinista que, durante a manhã, detetou irregularidades na via entre Varsóvia e Lublin. Após inspeção, as equipas técnicas identificaram danos significativos junto à localidade de Mika, cerca de 100 quilómetros a sudeste da capital, bem como noutra secção do mesmo troço.

Segundo as autoridades, o comboio transportava dois passageiros e vários trabalhadores da empresa ferroviária, mas não há feridos.
Tusk foi direto: a explosão “destruiu a linha férrea” e configura um “ato de sabotagem sem precedentes”
Tusk garantiu que os responsáveis serão identificados e detidos, “independentemente de quem estiver por trás” do ataque. Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Polónia deteve dezenas de suspeitos de atividades de espionagem e sabotagem, num contexto de crescente pressão híbrida atribuída a Moscovo e aos seus aliados.
Paralelamente ao incidente, o Governo polaco anunciou a reabertura de dois postos fronteiriços com a Bielorrússia — Kuznica Bialostocka e Bobrowniki — encerrados há vários anos devido ao fluxo de migrantes e às tensões com Minsk.
To już pewne. Mamy do czynienia z aktem dywersji. pic.twitter.com/GASvlDz3iy
— Donald Tusk (@donaldtusk) November 17, 2025
Segundo o Ministério do Interior, a decisão segue-se à melhoria das condições de segurança na fronteira externa da União Europeia. As autoridades bielorrussas confirmaram que o tráfego já foi retomado.
Os camionistas passam agora a ter três pontos de passagem disponíveis: Kuznica Bialostocka, Bobrowniki e Terespol.
Este último tinha sido fechado provisoriamente na sequência de exercícios militares russo-bielorrussos realizados em setembro perto do território polaco.
O mês ficou ainda marcado pela entrada de 21 drones russos no espaço aéreo polaco, agravando as já tensas relações entre Varsóvia, Moscovo e Minsk.




