A aventura está de volta — e desta vez promete ser ainda mais dura. Os famalicenses Pedro Pereira e Luís Campos já estão em Marrocos para participar na 25.ª edição da Maroc Challenge, uma das provas de regularidade mais exigentes do calendário internacional.
A dupla regressa à competição com um objetivo claro: lutar por um lugar de destaque na categoria T3, apostando num Nissan Patrol GR preparado ao longo do último ano para enfrentar as duras condições do deserto.
Experiência e ambição ao volante
Pedro Pereira não é um nome novo no desporto motorizado. O piloto de Vila Nova de Famalicão começou cedo, ainda antes dos 18 anos, passando pelo Campeonato Nacional de Autocross e pelo Troféu Mazda MX-5.
Com provas dadas tanto em asfalto como em terra, destacou-se no Troféu Peugeot 206, onde foi considerado uma das promessas da modalidade. Seguiram-se participações no projeto “FIAT em Nós”, onde somou exibições consistentes e uma vitória.
Mais recentemente, assumiu o papel de navegador no Campeonato Nacional de Rally Raid e no Troféu Kia Picanto de Ralis, mostrando versatilidade dentro e fora do volante.
Ao seu lado estará Luís Campos, também de Famalicão, uma figura experiente no mundo dos ralis. Já passou por praticamente todas as funções numa equipa — piloto, co-piloto e logística — destacando-se nos troféus Fiat Punto e Fast Bravo, além de participações na velocidade nacional.
Uma edição histórica… e mais exigente
A edição deste ano, que decorre entre 27 de março e 4 de abril, assinala o 25.º aniversário da Maroc Challenge e promete ser uma das mais duras de sempre.
O percurso arranca em Erfoud e termina junto ao Erg Chebbi, atravessando algumas das zonas mais desafiantes do deserto marroquino, como as dunas de Ouzina e o imponente Erg Chegaga.
Com etapas em locais como Zagora, M’Hamid e Sidi Ali, a prova será marcada por areia constante, navegação exigente e resistência física e mecânica ao limite.
Patrol GR como trunfo
A aposta da dupla recai sobre um 4×4 com provas dadas em todo o mundo, preparado especificamente para esta competição.
Após um ano de desenvolvimento, o Patrol GR surge como o “cavalo de batalha” da equipa, oferecendo confiança para enfrentar uma edição descrita pela organização como “inesquecível e extremamente desafiante”.
A meta está traçada: resistir ao deserto e, se possível, sair dele com um resultado de destaque.




