Socialistas propunham 90 mil euros anuais para corporações e subida de 20% nas verbas das Juntas. Eduardo Oliveira lamenta que “esculturas em rotundas” tenham prioridade sobre a segurança.
O Partido Socialista (PS) de Vila Nova de Famalicão manifestou o seu profundo descontentamento com a rejeição, por parte da coligação PSD/CDS, de duas propostas de reforço financeiro apresentadas na última reunião de Câmara. O pacote de medidas socialista focava-se em dois eixos: o aumento do subsídio anual às corporações de bombeiros para 90 mil euros (distribuídos em mensalidades de 9 mil euros por 10 meses) e o reforço em 20% das verbas livres destinadas às Juntas de Freguesia para a manutenção da rede viária.
Prioridades em Confronto: Segurança vs. Ornamentação
Segundo Eduardo Oliveira, líder da Comissão Política do PS famalicense, o chumbo destas medidas é “incompreensível”, especialmente num contexto de subida dos custos operacionais e dos combustíveis. O PS acusa o atual executivo de desequilíbrio na gestão de prioridades, estabelecendo uma comparação direta entre o investimento na segurança pública e os gastos com a estética urbana. “Consideramos muito mais urgente investir 90 mil euros no apoio às Associações de Bombeiros do que gastar esse mesmo valor numa escultura numa rotunda”, afirmou o dirigente socialista, sublinhando que as corporações de Famalicão, Riba d’Ave e o núcleo de Ribeirão necessitam urgentemente de novos equipamentos de proteção individual.
A proposta rejeitada para as freguesias visava dar maior autonomia aos autarcas locais para responderem às queixas das populações sobre o estado das estradas vicinais. Com o chumbo da maioria, o PS promete continuar a fiscalizar a hierarquia de gastos da Câmara, mantendo a pressão sobre o executivo PSD/CDS no que toca ao apoio às instituições de primeira linha e à descentralização de recursos financeiros para as juntas.




