O vereador do Chega na Câmara de Braga, Filipe Aguiar, considera que a cidade vive atualmente “um momento muito complexo”, marcado por problemas de mobilidade, insegurança crescente e falta de respostas na habitação.
Em entrevista ao programa “Sentido Único”, conduzido pelo jornalista Nuno Cerqueira, o autarca da oposição deixou críticas à situação da cidade, apontou responsabilidades ao Estado central e defendeu novas políticas locais para responder à pressão urbana e social em Braga.
Uma das declarações mais fortes da entrevista surgiu na área da segurança. Filipe Aguiar afirmou que Braga “já não é a cidade segura” que os bracarenses conheciam no passado recente e associou o problema à imigração descontrolada.
“Braga, neste momento, não é a cidade segura que conhecíamos num passado recente”, afirmou.
O vereador do Chega defende reforço de videovigilância e melhores condições para PSP e GNR, criticando o estado das infraestruturas das forças de segurança no concelho.
“A segurança é extremamente importante para todos nós”, sublinhou.
Na mobilidade, Filipe Aguiar voltou a defender a reversão do projeto BRT, considerando que a obra iria “complicar ainda mais” o trânsito na cidade. Apesar disso, admite preocupação com os custos que Braga poderá ter de suportar após o abandono do projeto financiado pelo PRR.
O autarca considera que Braga continua demasiado dependente das decisões do Governo e defende maior aposta na ferrovia, na ligação Braga-Guimarães e na chamada Variante do Cávado.
“O nó de Infias sem a Variante do Cávado não será solução”, avisou.
Sobre habitação, Filipe Aguiar voltou a promover o modelo “Build to Rent”, através de parcerias entre privados e município, com benefícios fiscais e cedência de terrenos para construção de habitação acessível destinada à classe média e aos jovens.
“Os privados são extremamente importantes nesta equação”, afirmou.
O vereador revelou ainda que o Chega vai apresentar uma proposta para criação do “Provedor do Idoso” em Braga, defendendo maior acompanhamento social aos seniores que vivem sozinhos.
Apesar das críticas, Filipe Aguiar recusou atribuir uma nota ao executivo liderado por João Rodrigues ao fim de seis meses de mandato, dizendo que ainda é cedo para uma avaliação definitiva.
“O tacticismo político ficará sempre em segundo plano. Em primeiro lugar estará Braga”, garantiu.
Durante a conversa, o vereador assumiu também apoio às decisões do executivo quando considera que beneficiam a cidade, rejeitando uma oposição de bloqueio político.




