A tecnológica japonesa Fujitsu iniciou um processo de despedimento coletivo que atinge 54 trabalhadores dos seus centros de competências em Lisboa e Braga.
A decisão foi comunicada em documento que acabou por ser tornado público.
Segundo a empresa, a medida resulta da redução da atividade em várias secções, consequência da diminuição do volume de serviços contratados por clientes externos.
A Fujitsu sublinha que são fatores que não controla e que levaram ao esvaziamento total de funções desses postos de trabalho, tornando-os desnecessários.
A administração garante que tentou encontrar alternativas, analisando a possibilidade de recolocar os trabalhadores noutras funções e criando uma equipa para apoiar a sua reintegração. Contudo, não conseguiu encontrar soluções que evitassem a dispensa.
No documento, a empresa explica que, na conjuntura económica atual, “a sobrevivência no setor das tecnologias da informação exige reestruturações internas, maior racionalização de recursos e aumento da produtividade“.
Assim, conclui não fazer sentido, “nem em termos funcionais nem financeiros, manter os postos em causa“.
O processo prevê que a decisão final seja formalizada a 1 de outubro. Os despedimentos vão acontecer de forma faseada, entre 31 de outubro e 15 de dezembro, de acordo com a antiguidade de cada trabalhador.
A Fujitsu assegura que todos receberão a compensação prevista por lei, calculada com base no salário e no tempo de serviço.
Com presença em Portugal há mais de 46 anos, a Fujitsu tem sede em Lisboa e mantém desde 2016 um centro de competências em Braga.
Fornecedora global de tecnologias de informação, emprega centenas de trabalhadores em serviços de apoio a clientes internacionais.




