O SC Braga, apontado como claro favorito, saiu de Fafe eliminado da Taça de Portugal, após uma derrota por 2-1 frente a um adversário da Liga 3.
Mais do que surpresa, o resultado – e depois de perder a final da Taça da Liga para o eterno rival – expõe uma postura pobre, displicente e sem ambição de um clube que insiste em reclamar estatuto de grande no futebol português.
Num estádio cheio e num ambiente de festa, o Fafe mostrou tudo aquilo que faltou aos bracarenses: intensidade, organização e vontade de ganhar.
O SC Braga entrou desligado, sem agressividade e com uma atitude perigosamente soberba, como se o jogo estivesse ganho antes do apito inicial.
Apesar de um lance isolado de Ricardo Horta, a equipa minhota nunca assumiu o jogo. Circulação lenta, ausência de pressão e uma incapacidade gritante para reagir às dificuldades marcaram uma exibição inaceitável.
Do outro lado, o Fafe cresceu com o jogo e foi premiado com o golo de Paulo Oliveira, ainda antes do intervalo.
No segundo tempo, esperava-se uma resposta forte do Braga. Nunca aconteceu. Pelo contrário, foi o Fafe a controlar o ritmo e a ampliar a vantagem por Carlos Daniel, perante uma defesa passiva e um meio-campo inexistente.
O golo tardio de Dorgeles apenas disfarçou o fracasso.
Para o SC Braga, fica uma eliminação humilhante e a oportunidade de disputar o acesso à final da prova rainha.




