O preço dos combustíveis volta a subir de forma significativa e já está a pressionar diretamente o bolso dos portugueses.
A partir de segunda-feira, o gasóleo sobe cerca de 12 cêntimos por litro, ultrapassando a barreira psicológica dos dois euros e levando o custo de um depósito de 50 litros para mais de 100 euros.
Depósito mais caro agrava pressão sobre famílias e empresas
A escalada dos preços acontece num contexto de crise energética prolongada, com impacto direto no custo de vida e na atividade económica. Apesar disso, o Governo mantém uma estratégia de apoios limitada, centrada sobretudo em pequenos ajustes ao Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP).
Na prática, a redução anunciada é considerada insuficiente por vários setores. O desconto no ISP ronda os 2,6 cêntimos por litro no gasóleo e 1,4 cêntimos na gasolina, valores que pouco compensam a subida generalizada.
Contas feitas, um depósito de gasóleo de 50 litros terá um aumento de cerca de 4,4 euros numa semana. Desde o início do conflito no Médio Oriente, o agravamento já atinge 22,5 euros por depósito. O preço por litro deverá fixar-se nos 2,046 euros.
Governo mantém estratégia limitada apesar de “cenário crítico”
No caso da gasolina, o impacto é mais moderado, mas ainda assim relevante. Um depósito de 50 litros sobe para cerca de 95,6 euros, mantendo-se abaixo da marca dos 100 euros. O preço por litro deverá situar-se nos 1,926 euros.
A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, admite que Portugal está “perto de cenários críticos”, sobretudo no gás natural e na eletricidade. Ainda assim, o Executivo continua a optar por medidas graduais.
No terreno, a perceção é clara: empresas, agricultores e transportadoras alertam para o aumento dos custos operacionais e para a dificuldade em absorver novas subidas. Já há setores a admitir impacto direto nos preços ao consumidor.
Esta é a terceira semana consecutiva de intervenção fiscal, mas os combustíveis continuam a subir, sem sinais de travagem no curto prazo.




