O Grupo Celeste, com unidades industriais em Guimarães e Vizela, entrou em insolvência e deixou cerca de 300 trabalhadores no desemprego, numa situação que o sindicato considera ter ocorrido de forma “subitamente”.
Em comunicado, o SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal anunciou que solicitou reuniões urgentes com os três administradores de insolvênciadas empresas Conceitos Avulso, Celeste Actual e Nofícios, bem como com as câmaras municipais de Guimarães e Vizela, para discutir o impacto social da situação.
Segundo o dirigente sindical José Eduardo Andrade, as fábricas e lojas do grupo encerraram na última quinzena de fevereiro, embora os trabalhadores já estivessem a ser dispensados gradualmente desde janeiro.
O sindicato denuncia ainda que a maioria dos trabalhadores estava contratada pela empresa Conceitos Avulso, que “não tem massa insolvente”, tendo apenas trabalhadores e dívidas.
“Não tem como pagar os créditos devidos”, afirmou o sindicalista, apontando que os pagamentos poderão ter de ser assegurados pelo Fundo de Garantia Salarial.
Entre os valores em dívida estão os salários de janeiro e fevereiro, o subsídio de férias de 2025 e retroativos de aumentos salariais acordados entre setembro e dezembro de 2024.
Trabalhadores do Grupo Celeste protestam em Guimarães devido a salários em atraso
O SINTAB refere também que a empresa principal do grupo terá faturado cerca de 600 mil euros nos últimos meses, montante que, na perspetiva do sindicato, poderia permitir o pagamento integral dos salários em atraso.




